Azizi Cypriano

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Experiências Epidérmicas/Epidêmicas_ Movimentos para Organizações de Cadernos de Artistas-Pesquisadoras
professora
Millena Lízia


a ancestralidade é um barril de vidro duro. o vidro reflete aquilo que não cabe e a única coisa que cabe é o que a gente coloca por dentro da boca do barril. e é no movimento da deglutição que dentro dele se estabelece qualquer coisa que a gente quer que caiba. e vai caber de fato, porque tudo cabe. qual é a dimensão desse pote de vidro? o que cabe na ancestralidade?

o vidro bem firme firma tudo, inclusive um feto a ser gestado. dentro do barril cabe a capacidade de gerar vida. dentro ali cabem gerações. e o feto que gira é o único que quebra o vidro mais duro. é preciso circular para derramar sangue. todo feto precisa gerar e todo feto que gira no caos caminha.
quando o vidro é rompido e o mundo é visto o recolhimento é sempre preciso. eu to tentando entender o que que eu quero colocar pra dentro do meu barril. avisto na suspensão o caminho pra gestar o meu caos. to aprendendo a ter calma pra volta ser menos dolorosa. cansei de armas e hoje só quero nadar. enfim, vou descobrir.


todo feto que gira no caos caminha | Azizi Cypriano | 2020 | registros a partir de projeções de sombras
gira, ancestral, vida, gerir, circular, caminho, nascer, experiências epidérmicas, exu




todo feto que gira no caos caminha | Azizi Cypriano | 2020 | registros a partir de projeções de sombras
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todo feto que gira no caos caminha | Azizi Cypriano | 2020 | registros a partir de projeções de sombras
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